quarta-feira, 26 de maio de 2010

Jamie Cullum no Coliseu, Lisboa

E ontem assisti a um espectáculo fantástico do Senhor Menino Jamie Cullum. Uma coisa a sério. Um verdadeiro concerto.

Para quem tenha e sinta curiosidade, ele irá estar novamente em Portugal a 13 Junho, em S.Miguel, Açores ( foi entretanto cancelado) e 22 Agosto no Algarve.

Filmei este Cry me a River praticamente todo (faltaram uns segundos finais) com telefone. Estava mesmo pertinho. A duas filas de distância.

Fantástico!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Jamie Cullum, aqui vou eu!

JamieColiseu25Maio2010

 

No próximo dia 25 lá estarei no COLISEU a ver e ouvir este “menino”.

Para quem não o conheça e sinta alguma curiosidade em saber quem, é clicar AQUI

 



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segunda-feira, 17 de maio de 2010

iPhoda.se para o fumar!!! Dia -1

Pois é! Desta vez o Miguel Portas – a quem desejo as melhoras – fez-me repensar mais uma vez o deixar de fumar. Para quem não sabe, em Abril e durante um checkup foi-lhe detectado um tumor no pulmão. Já foi operado e esperemos que tudo lhe corra bem.

Já estive dois anos sem fumar, há uns 8 anos atrás, e voltei ao mesmo por razões estúpidas, encontrando desculpas que damos a nós próprios – stress e afins – quando queremos voltar a fazer alguma coisa que sabemos ser errado.

E quando se entra naquele raciocínio cómodo tipo “ah! se já fui capaz de estar sem fumar dois anos é porque vou ser igualmente capaz de fazer o mesmo quando quiser” então aí acontece o que tem vindo a acontecer: é um outro raciocínio tipo “bom! então vou fumando mais um bocado enquanto enquanto me vou preparando para o dia da grande decisão (que aconteceu quando eu quiser)”.

Algo me diz que esse dia do parar está bem perto… (sim sim, sei que devem estar a pensar: e porque não já, no momento em que estiveste aí a escrever?).

 

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Verdade e nada mais que a Verdade

Como seria a Vida se o Homem tivesse sido criado com a obrigatoriedade de dizer apenas a Verdade e portanto desconhecendo o significado da Mentira? (ok, não vamos falar agora da Omissão para não complicar).

Mais fácil? Mais difícil? Mais chata? Menos chata? etc, etc, etc…

 

domingo, 2 de maio de 2010

Sociedade – Guerra Junqueiro

Guerra Junqueiro, 1850-1923, foi o que se pode chamar um canivete suíço: deputado, jornalista, escritor e poeta, entre outras coisas. A sua poesia ajudou a criar o ambiente revolucionário que conduziu à implantação da República.

O seu texto mais marcante foi, sem dúvida, o que a seguir transcrevo. Há quem reclame, em termos de qualidade e beleza, um nível idêntico aos Os Lusíadas (ok, sabemos que Os Lusíadas é uma obra de diferente contexto e envergadura mas percebe-se a ideia da suposta comparação).

Escrito em 1986, critica a situação política de Portugal no final do século XIX. Na altura, reinava D. Carlos. A sua actualidade, triste e tragicamente, leva-nos a pensar que Portugal está mesmo parado no tempo.
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Pátria

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

[.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

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Engraçado e curioso raramente ligarmos aos nomes das ruas por onde passamos no nosso dia-a-dia que não seja apenas pela sua localização; eventualmente e no mímino, interrogarmo-nos. Esquecemo-nos – talvez pela pressão em que vivemos – de que, por detrás de um nome a quem foi “dada” uma rua, está alguém que merece ser recordado ou conhecido.

Neste caso, a “Guerra Junqueiro”, ou melhor, a Av. Guerra Junqueiro está entre a Praça de Londres e Alameda D. Afonso Henriques – LIsboa, por onde passo vezes sem conta e tem no seu topo a histórica pastelaria Mexicana (que já quiseram transformar em banco).